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Rota Bioceânica: carta de Campo Grande apresenta compromissos com a sustentabilidade e integração

21 de fevereiro de 2025

Governadores e autoridades de oito territórios subnacionais que formam a Rota Bioceânica assinaram a Carta de Campo Grande, reafirmando o compromisso com a integração regional e com o desenvolvimento sustentável, visando a melhoria da qualidade de vida dos habitantes das regiões envolvidas. O evento, realizado em Mato Grosso do Sul, foi o ponto de culminância de dois dias de intensas discussões sobre os avanços do Plano Mestre de Integração e Desenvolvimento da Rota Bioceânica, um projeto que integra o Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, com o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Rota Bioceânica é uma rota de infraestrutura que visa conectar o Oceano Atlântico, no Brasil, ao Oceano Pacífico, no Chile, passando por países como Paraguai e Argentina. O projeto busca criar uma via de transporte eficiente e integrada, essencial para o desenvolvimento das economias da região. Essa rota não se limita a ser uma simples estrada ou caminho comercial, mas uma verdadeira rede de cooperação entre os países envolvidos, promovendo a troca de bens, serviços e conhecimentos. Sua implementação tem o potencial de impulsionar o comércio internacional, especialmente entre América do Sul e Ásia, além de fortalecer a infraestrutura e melhorar a logística de transporte entre os países vizinhos.

A Cúpula dos Governadores foi marcada por um clima de otimismo e responsabilidade, com os participantes discutindo diretrizes sobre o funcionamento do fórum e os próximos passos da integração entre os países e seus territórios. De acordo com Jaime Verruck, secretário da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), a reunião demonstrou um alto nível de maturidade política e governança. Ele destacou a importância de os municípios se prepararem adequadamente para o impacto que a Rota Bioceânica terá nas cidades, já que são elas que receberão diretamente as consequências dessa integração.

“Este é o primeiro grande resultado dessa reunião: a maturidade dos governadores e prefeitos. Eles agora compreendem que os efeitos da Rota serão mais sentidos nas cidades onde as pessoas moram. O trabalho agora é garantir que nossas cidades estejam preparadas para aproveitar ao máximo essa integração”, afirmou Verruck, ressaltando a contribuição dos técnicos da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), que têm participado ativamente de todas as comissões técnicas.

Além de estabelecer o compromisso com a sustentabilidade e integração regional, a Carta de Campo Grande também abordou temas relevantes para o futuro da Rota Bioceânica, como a criação de uma imagem corporativa e um site para o Fórum, a secretaria técnica a cargo do BID, a presidência pro tempore de 2025, que será realizada na cidade de Jujuy, na Argentina, e o memorando de entendimento entre o Governo de Mato Grosso do Sul e a República do Paraguai. O documento também trouxe o protocolo de intenções entre a província de Jujuy e o Estado de Mato Grosso do Sul, além dos debates das comissões técnicas.

A assinatura da carta contou com a presença de governadores de diversas regiões, entre eles Ricardo Díaz Cortés, de Antofagasta (Chile), Carlos Alberto Sadir, de Jujuy (Argentina), Julio San Millán, de Salta (Argentina), Harold Bergen, de Boquerón (Paraguai), Bernardo Antonio Zátare Ruda, de Presidente Hayes (Paraguai), José Miguel Carvajal Gallardo, de Tarapacá (Chile), e Eduardo Riedel, de Mato Grosso do Sul (Brasil).

O Seminário Internacional da Rota Bioceânica, que também sediou o 6º Fórum dos Governos Subnacionais do Corredor Bioceânico, reuniu cerca de 1.400 participantes de 22 países das Américas, Europa, África e Oceania. O evento teve o apoio de instituições como a Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (FIEMS), o Sebrae, a Águas Guariroba e a Energisa.

Com o compromisso renovado e uma visão integrada de futuro, a Rota Bioceânica se apresenta como um projeto promissor para a conectividade e o desenvolvimento sustentável da América do Sul, criando uma rede de cooperação entre países e regiões que buscam melhorar suas infraestruturas, economias e qualidade de vida para todos os seus habitantes.

Benefícios para os Países da Rota Bioceânica: A Rota Bioceânica traz benefícios estratégicos para os países que a compõem. Entre os principais destaques, estão:

  1. Aumento do Comércio Internacional: Ao facilitar o acesso aos mercados do Pacífico e da Ásia, a rota ampliará as exportações de produtos agrícolas e industriais, além de atrair investimentos estrangeiros.
  2. Fortalecimento da Infraestrutura: A melhoria das estradas e da logística entre os países envolvidos permitirá um transporte mais eficiente de bens e serviços, reduzindo custos e aumentando a competitividade.
  3. Integração Econômica: O projeto contribui para uma maior integração econômica e política entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, permitindo o fortalecimento de parcerias comerciais e culturais.
  4. Desenvolvimento Sustentável: A integração de práticas sustentáveis nas obras e no funcionamento da rota é essencial para garantir que o projeto beneficie as gerações futuras sem comprometer os recursos naturais da região.
  5. Geração de Empregos: O projeto gerará novos empregos diretos e indiretos nas áreas de construção, logística, comércio e turismo, impactando positivamente as economias locais.

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Fuente: Pagina1news.com.br

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